Estreia nesta próxima terça-feira, 10 de janeiro o Big Brother 12 e está sendo alvo dos estudiosos.
Com sua largada pela fama instantânea e pelo prêmio de R$ 1,5 milhão terça-feira estreia a 12ª edição do Big Brother Brasil, comandado por Pedro Bial. Um dos programas mais assistidos da televisão brasileira, o reality show capta a atenção não apenas do público, mas também dos pesquisadores acadêmicos. “As pessoas têm um poder simbólico de vida e morte no Big Brother”, diz a pesquisadora Cosette Castro, da Universidade Católica de Brasília, sobre o sistema de votação do público por telefone e pela internet.A interação na rede é o tema de Bruno Campanella, professor da pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (UFF). Ele estuda a comunidade que se formou nas redes sociais durante as últimas temporadas do reality.
O Big Brother Brasil é o primeiro programa do país a fornecer conteúdo em várias plataformas - TV aberta, canais fechados e internet. Além do programa diário na Globo/TV Bahia, a atração é replicada na TV paga pelo Multishow e tem seu material bruto oferecido 24 horas em pay-per-view e na internet. Para Campanella, isso torna a audiência mais ativa, uma vez que mobiliza comunidades que fogem ao controle da emissora.
Fenômeno de audiência em todo o mundo, a atração também é estudada em suas versões estrangeiras - são 41 espalhadas pelo planeta. Lá e cá, pesquisadores ficam de olho no Big Brother para teorizar sobre as reações provocadas dentro e fora da tela.
Cosette Castro, doutora pela Universidade Autônoma de Barcelona, avalia que a trama e as regras do jogo refletem a sociedade de cada país em que o programa é exibido. Ela conta que os espanhóis se apropriaram do programa para uma causa.
“Na Espanha, manifestantes do País Basco já levaram cartazes e fizeram uma manifestação pela libertação de presos políticos em frente à casa”. Ela ressalta, também, que em países do norte da Europa, como a Dinamarca, “não se nota tanta preocupação estética como por aqui”. Segundo Castro, o formato, criado e licenciado pela produtora holandesa Endemol, faz sucesso em tantos países diferentes porque apresenta participantes em ações corriqueiras.
Vê-los em funções como lavar a louça faz com que o telespectador identifique, na tela, a própria normalidade. Para ela, a questão não é a qualidade do programa. “A grande discussão é o que faz as pessoas serem seduzidas pelo formato, que tem elementos de telenovela e torna os participantes personagens de si mesmos, a partir de estímulos pontuais da produção”, conclui.
E apesar de ainda nem ter estreado já causa polêmica de sobra para dar o que falar. Com uma seleção de participantes pra lá de misteriosa, a produção decidiu reduzir a população da casa mais vigiada do país e optou por escolher 12 participantes para o confinamento. Com tudo pronto para a nave decolar, dois participantes chutaram o balde e decidiram abandonar o programa. Pega de surpresa, a produção do BBB12 perdeu na última quinta-feira o advogado João José Brígido Gomes Neto, o Netinho, de 28 anos, e mais recentemente a empresária Fernanda Girão. Apesar de nenhum dos dois ter divulgado os verdadeiros motivos da desistência, corre nos bastidores que Fernanda tem o gênio muito forte e queda por confusão e Netinho teria problemas graves com drogas e sexo.









